segunda-feira, 20 de setembro de 2010























Hoje acordei, preparei o café como de costume.
Sentei-me à mesa, e li o jornal de notícias para me atualizar...
Ao primeiro gole, sinto o “bafejo” do café, ele faz cócegas em meu nariz. Sensação boa.
E de imediato, retomo as idéias que havia perdido na noite anterior. Por sinal, elas haviam me tirado o sono por um bom tempo. Mas meus olhos enfadados, não se submeteram as tramas de minhas tristes aflições, sucumbiram em sono profundo.
Morféu me dera tristes pesadelos... Acordei com tamanha angústia!
Eram 06h30min da matina... O relógio nem despertara como de costume para me dizer que o dia já havia começado. O pesadelo havia feito o trabalho primeiro.
Um homem que me atormenta na calada da noite. Nunca me diz para o que veio.
Apenas me persegue. Tenta sugar toda a felicidade que me resta. Sim, ele vem levando umas alegrias vez ou outra. O riso dele sempre virá acompanhado com minha tristeza.
O prazer de apenas ver, mesmo que por frações de segundos, a minha infelicidade.
Ele não almeja um futuro para mim. E caso ele o tenha construído, estarei num vale de lágrimas, abandonada em uma sarjeta, renegada por familiares e amigos... Nem o maribondo me fará companhia. Se acaso ao meu lado fique, será para me roubar o que resta. Ele quer me ver cercada pelas sombras...
Desperto, volto em mim. Termino o café – já frio. Faz sol lá fora...

Carmem vê o que lhe espera e se contenta. Ela sempre irá procurar dias felizes, mesmo que os pés estejam fincados ao chão negro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário