quarta-feira, 3 de agosto de 2011
As extremidades dilaceram,
A garganta grita o silêncio pulsante de um desejo latente.
As palavras unem tuas pernas com as minhas,
Teu olhar preenche as colunas e finaliza o quebra-cabeça.
Tuas mãos me desprendem do ego,
Vejo-me presa nesse emaranhado de caricias...
Tua voz percorre meu sistema nervoso,
Uma sonoridade que o arrepio vai da espinha dorsal até a nuca.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Tu me dás as frutas amarelas, mas eu só quero as verdes
Disse-lhe tudo sobre minha vida: um ramalhete de cachos azuis!
Queria ser a alegria que te invade, mas sou apenas tua amiga...
Meus lábios pulsam, querem as batidas dos teus também.
Recebo apenas um abraço... Nessa noite de chuva não me contento.
Hoje não posso ver as coisas de uma maneira tão bela.
As lágrimas invadem meu estômago, meu coração cansou de chorar...
terça-feira, 24 de maio de 2011
Tuas mãos têm disso, me deixam tão envolvida e necessitada desse calor,
que quando tu as afastas de mim, sinto meu corpo cair do oitavo andar.
Sou você de ponta a cabeça, nesse avesso, nessa linha mal traçada,
nessa fuga desvairada, esse necessitar de mim onde só me encontro em ti.
És essa luz solta, que quando vagas pelo mundo, eu fico no escuro,
mas logo me acho na janela da tua casa, tu me abres a porta,
esperando que eu ache a saída, mas sou visita que fica, faz ninho pra’ morada.
Tu bem que me avisas que és ave e que onde ficas é só “hibernação”.
Já, já chega o verão e terei que ir embora, mas não fala nada disso agora,
pois te tenho nessa cama ao meu lado e quero contigo dormir abraçado,
pra do dia que tive esquecer...
Fecha os olhos que nesse momento não te exijo nada. Pois amanhã é primavera.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Começo pelos seus cabelos claros e cacheados observando suas sobrancelhas grossas,
seu nariz de tucano, seus lábios finos de cor rosa, onde lhe causo o riso e tenho a oportunidade de ver o “tal sorriso”... Ahh ele é lindo, já lhe disse? Cada dente no seu devido lugar, claro como os franzir de teus olhos quando tu sorris.
Teu pescoço é um grande aconchego, tua verdadeira essência provém de lá – suponho.
Tens pintas das quais adoro desenhar por cima, fazendo você meu papel em branco pronto para ser colorido, uma vida vazia é muito sem graça!
Ombros largos sempre prontos para me carregar aonde eu queira. Costas de dar inveja a muitos! A barriguinha saliente parecendo que você é amigo de um bar onde acaba sempre levando uma lembrança consigo. Eu acho um charme, há!
Pernas com curvas perfeitas! Pés de criança que sempre dão passos gigantes...
E o porquê de não falar das tuas partes intimas? Ahhh isso só eu sei, e basta!
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Hoje acordei para escrever textos mórbidos...
Sem saber ao certo por que permaneces imóvel, ainda lhe procuro, lhe invado o ventre...
Não sinto o pulsar de teus lábios, ou teu toque envolvente,
nem seu afago, que o carreguei comigo até semana passada.
Estavas bem aqui, viva. Mas padeces em carne.
Por ventura serei esse andarilho a tua busca,
pois creio que tudo em mim já morrera. Espere por mim amada.
-
carmem espera que alguém a ame, mesmo que tudo gele.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
você sabia bem... me achou infantil, inesperiente e fácil.
ali sobre aqueles lençóis brancos,
meu corpo nú, se surprendia ao te ter sobre mim...
sim, eras um completo estranho. sabia teu nome,
mas não lhe conhecia o suficiente para satisfazer seus desejos...
tu beijou meu corpo lentamente,
mas minha mente chamava por Ele - aquele que um dia havia pertencido à minha vida.
eu era teu objeto de prazer e você naquele momento meu objeto de lembrança.
achei que o sexo me traria algo tão próximo ao que tivera com Ele...
prazer momentaneo que hoje tornar-se desgosto
ao esbarrar com você pelas ruas da cidade.
fizemos o trato do silêncio: eu não lhe conheço e você tão pouco à mim.
acho que das vezes que nos cruzamos
não houve trocas de sorrisos - nem mesmo como sinal de paz
penso que para ambos nada foi como o imaginado, como o esperado.
terça-feira, 22 de março de 2011
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