terça-feira, 24 de maio de 2011













Tuas mãos têm disso, me deixam tão envolvida e necessitada desse calor,
que quando tu as afastas de mim, sinto meu corpo cair do oitavo andar.
Sou você de ponta a cabeça, nesse avesso, nessa linha mal traçada,
nessa fuga desvairada, esse necessitar de mim onde só me encontro em ti.
És essa luz solta, que quando vagas pelo mundo, eu fico no escuro,
mas logo me acho na janela da tua casa, tu me abres a porta,
esperando que eu ache a saída, mas sou visita que fica, faz ninho pra’ morada.
Tu bem que me avisas que és ave e que onde ficas é só “hibernação”.
Já, já chega o verão e terei que ir embora, mas não fala nada disso agora,
pois te tenho nessa cama ao meu lado e quero contigo dormir abraçado,
pra do dia que tive esquecer...
Fecha os olhos que nesse momento não te exijo nada. Pois amanhã é primavera.

Nenhum comentário:

Postar um comentário