sábado, 13 de novembro de 2010
Tentei não pensar várias vezes, fugir desses sentimentos que me perturbam...
Perturba-me saber que possivelmente tudo mudou. Realmente a vida muda, tudo muda! Mas, me aflige imaginar que tu não pertences ao que sou hoje... Lhe perdi?
Caro amigo: mesmo sem lhe contar detalhes do meu dia, mesmo sem detalhar os ocorridos que o mundo me proporciona, para mim, nada mudou.
O que mudou foram certos pensamentos que tinha até um dia desses...
Mas esse amor, sentimento esse que para mim é fraternal, ah esse continua o mesmo de sempre. Ainda me alegra lhe ver nos dias de “mau-humor” apesar deles hoje em dia serem mais raros... Quando a gente encontra um amor, não tem para quê sair “sarcástico” como era seu caso...
Já disse para alguém, que lhe fez bem encontrar alguém que lhe motiva que lhe faz ser você e que não lhe faz se sentir culpado no fim disso tudo. Um amor que lhe provoca emoções, decisões que só trazem felicidade, uma pessoa que proporciona tudo que fora desejado desde sempre, mas que na fragilidade carnal do ser, tudo isso torna-se utópico. Mas caro amigo, sabemos bem que tu encontraste a “tampa do teu pote” (hoje em dia temos que modernizar certas frases).
Sendo repetitiva, meu amor por ti: não mudou nada. Que Deus sempre esteja assim, ao seu lado... lhe trazendo mais sorrisos, e fortificando esse amor, que lhe faz redundamente mais feliz. Meu caro: amo-te.
Eu quero as coisas mais simples, contanto que elas sejam com você.
O despertar do dia, a risada solta, o prazer a dois.
Quero teu corpo sobre meu, nesse exato momento!
Irás fazer o que sabes de melhor: me farás sucumbir!
Quero esse prazer carnal e no fim ter a felicidade de finalizar com: eu te amo.
Tenho em minha vida um homem, um amante, um bem.
Que sorte a minha lhe ter todas as horas em meu coração.
Que sorte a minha lhe ter em todos os momentos no meu pensamento.
Meu querido te quero ao meu lado, em minha cama...
Acordar-te com um beijo e com o riso de bom dia...
Acariciar cada parte mesmo que minúscula do teu corpo...
Fazer com que tu sintas que és só meu.
Posse... eu sei, mas perdoe-me meu amado, sou um ser humano tão ambicioso que lhe quero só para mim... Não saberei lhe dividir com ninguém!
Meu amado acorda ao meu lado? Meu amado... A você, por você.
sábado, 6 de novembro de 2010
Me admira você com as suas verdades,
sempre viver nas minhas mentiras...
Já ouvi de você, duras acusações de incompreensão afetiva.
De modo hostil lembro-lhe como me senti: de fato, não havia nada.
Tu já não eras de importância alguma. Não foste nada.
E sendo tu o vazio, tendias a uma persistência de completar-me sempre.
Não percebias que na época em mim, já não cabia nada.
Um deficiente visual enxerga aquilo que quer ver?
Um deficiente auditivo escuta o que lhe é proferido?
Quando lhe amputam os sentidos, sua mente lhe deixa no inimaginável?
Teu destino não me cabe
Boa sorte. Boa vida.
Coração atravessado.
Estava onde deveria estar. Contudo, em seus pensamentos Ela queria mais do que o possível. Satisfazia-se rápido, logo esquecia o que estava em mãos e passara a observar o que estava guardado. Tudo que fora de forma avassaladora, sempre lhe foi um artifício de atração. Mas sabia que precisava vincular-se a raízes fortes, duradouras... Afinal, sempre se sentia só e amarga nos dias de chuva. A natureza sempre me confronta – dizia.
Quanta pretensão havia no ser daquela mulher. Na verdade, havia sentimentos e sentidos obscuros revelados. “É válido sentir” - seu ditado preferido. Ela acha que amou, mas nunca sabe dizer o que é quando lhe perguntam...
Talvez não se atreva a afirmar algo que nunca tenha sido arrebatador. Era pelo que sempre estava acostumada a ver nos filmes, ou em seus próprios relacionamentos vazios e frustrados. A veste suja do passado preferiu queimar. Simplesmente já não sentia nada, a não ser que o vazio seja algo que preenche, e assim sendo é um sentimento.
Mas não estamos falando aqui que ele seja bom ou ruim, e sim de um complemento que a ocupava naquele momento, dia, mês... Os anos ainda não haviam passado. Tudo era novo e satisfatório.
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