sábado, 6 de novembro de 2010
Coração atravessado.
Estava onde deveria estar. Contudo, em seus pensamentos Ela queria mais do que o possível. Satisfazia-se rápido, logo esquecia o que estava em mãos e passara a observar o que estava guardado. Tudo que fora de forma avassaladora, sempre lhe foi um artifício de atração. Mas sabia que precisava vincular-se a raízes fortes, duradouras... Afinal, sempre se sentia só e amarga nos dias de chuva. A natureza sempre me confronta – dizia.
Quanta pretensão havia no ser daquela mulher. Na verdade, havia sentimentos e sentidos obscuros revelados. “É válido sentir” - seu ditado preferido. Ela acha que amou, mas nunca sabe dizer o que é quando lhe perguntam...
Talvez não se atreva a afirmar algo que nunca tenha sido arrebatador. Era pelo que sempre estava acostumada a ver nos filmes, ou em seus próprios relacionamentos vazios e frustrados. A veste suja do passado preferiu queimar. Simplesmente já não sentia nada, a não ser que o vazio seja algo que preenche, e assim sendo é um sentimento.
Mas não estamos falando aqui que ele seja bom ou ruim, e sim de um complemento que a ocupava naquele momento, dia, mês... Os anos ainda não haviam passado. Tudo era novo e satisfatório.
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