sábado, 28 de agosto de 2010



















Eu já não sabia escrever: eu te amo

2 anos de um relacionamento fracassado. Achávamos que havíamos constituído o amor perfeito, daqueles que passavam nas telas de cinema em preto e branco da década de 20.

Mas a manipulação de uma película é delicada. Coisas tão simples podem mudar por completo um “componente” que requer cautela, atenção e uma experiência nata, onde mesmo que ocorram falhas, a sabedoria irá permitir a reconstituição e assim, prosseguir a rotação do filme... Há vezes em que as imagens parecem às mesmas... Não há mudanças de atores principais, afinal eles são as estrelas da trama. Terá os vilões, que nem sempre são protagonistas de suas próprias maldades, na vida real as intervenções vêem de várias formas.

Os mocinhos desse filme acabaram tendo a versatilidade de serem múltiplos personagens. Um roteiro que foi iniciado em 16 de março. Com intervenções de ambos, sempre visando um final feliz.

Mas encerra aqui a irrealidade desse passado ao qual já não me pertence. Aterrissar nesse mundo foi necessário, vendo que havia uma turbulência nítida em nossas vidas. Já não éramos compatíveis em mais nada, a não ser na falta de um combustor. A paixão que nos guinava foi direcionada para outros desejos, até mesmo de outros corpos. Já não sabíamos ficar nus olhando um para a face do outro. Havia vergonha, desprezo, repulsa...

É tão triste escrever e em breve reler esses tristes fatos. Contudo, é o que ocorre.
Em mim já não há vazio. Eu só não o amo mais. Não o quero mais. Ele não me tem.

Um comentário:

  1. Belo texto!

    Bem vinda Carmem, a esse mundo de verdades em palavras, de sentimentos em linhas e amor em prosas.

    ResponderExcluir